Apostila de Breve Panorama da História da Igreja dos Séculos I a XV

 

INSTITUTO BÍBLICO EBENÉZER

BACHAREL EM TEOLOGIA

HISTÓRIA DA IGREJA I

Professor: Pr. Henrique Ribeiro de Araújo

 

EMENTA DO CURSO

Estudo cronológico da História da Igreja. Abrange o período de Atos dos Apóstolos até a Reforma Protestante.

 

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES

OUTUBRO

19        Introdução – Perspectiva Panorâmica

26        Igreja Apostólica / Igreja Perseguida

 

NOVEMBRO

02        FERIADO

09        Igreja Imperial / Desenvolvimento do Papado

16        Primeira Avaliação

23        O Islamismo e Seu Avanço / Apogeu e Declínio do Poder Papal / O Sacro Império Romano / Cruzadas

30        Escolasticismo, Universidades e Movimentos Medievais, Pré-Reforma

 

DEZEMBRO

07        Segunda Avaliação

14        Reforma Protestante - Fechamento do Módulo – Entrega de Notas

 

 

INTRODUÇÃO À HISTÓRIA

 

  1. História
  2. Etimologicamente – ƒstor…a, de ƒstoršw, “aprender pela pesquisa”, “investigação” (Gl 1.18)
  3. Conceito
  4. Acontecimento, evento real que acontece no tempo e no espaço como resultado da ação humana. Tal acontecimento é absoluto e objetivo e só pode ser conhecido direta e plenamente por Deus. Tal história não pode se repetir exatamente mais tarde em outro lugar. Paralelos e padrões podem aparecer para o historiador,porque pessoas podem se comportar semelhantemente em tempos e locais diferentes e porque elas são pessoas que podem ser afetadas pelo bem ou pelo mal.[1]
  5. Informação a respeito de um acontecimento.

 

Século I – Igreja Apostólica

 

  1. Período do Novo Testamento
  2. Império Romano
  3. Romanos dominam a Palestina (63AC)
  4. Senado Romano
  5. Augusto (27AC-14DC)
  6. Tibério (14-37DC)
  7. Gaio (Calígula – 37-41DC)
  8. Cláudio (41-54DC)
  9. Expulsa os judeus de Roma em 49DC – At 18 – Tiago morre
  10. Nero (54-68DC)
  11. Deflagra 1aperseguição oficial – Pedro e Paulo sofrem martírio
  12. 19-07-64 – Nero coloca fogo em região de trabalhadores;
  13. Galba, Otão, Vitélio (68-69DC)
  14. Vespasiano (69-79DC)
  15. Guerra judaico-romana por causa dos zelotes
  16. Tito (79-81DC)
  17. Domiciano (81-96DC)
  18. Nerva (96-98DC)
  19. Trajano (98-117DC)
  20. Adriano (117-138DC)
  21. Pax Romana
  22. Dinastia Herodiana
  23. Passa a se revezar no poder a partir de 37AC com Herodes, o Grande (37AC-4DC)
  24. Cada um dos filhos de Herodes domina uma região após sua morte
  25. Herodes Filipe – Área leste e Nordeste do lago da Galiléia
  26. Herodes Antipas – Galiléia e Peréia
  27. Herodes Arquelau – Judéia
  28. Herodes Agripa, neto de Herodes, o grande (37-44DC)
  29. Revolta dos judeus (66-74DC)
  30. Destruição de Jerusalém e do templo por Tito (filho de Vespasiano)

 

  1. A Igreja – Século I
  2. Início da Igreja – Eternidade / Início do Ministério de Jesus / Pentecostes – 30-35DC
  3. Plenitude dos tempos – Gl 4.4 (plhrwma tou cronou) / Mc 1.15 (peplhrwtai  o kairoV)
  4. Contribuições políticas dos romanos: estradas, unidade, exército, movimentação, vácuo por causa da idolatria
  5. Contribuições intelectuais dos gregos: língua, filosofia, religião grega em descrédito
  6. Contribuições religiosas dos judeus: monoteísmo, esperança messiânica, Antigo Testamento, sinagoga, filosofia da história
  7. Grupos político-religiosos dos dias de Jesus
  8. Historicidade de Cristo: Tácito (60-120DC), Plínio (62-113DC), Luciano (125-190DC), Josefo (37-100), etc.
  9. A Igreja em expansão – de Estevão ao Concílio de Jerusalém - 35-48DC
  10. Perseguição realizada por Saulo (At 7.58)
  11. Filipe em Samaria (At 6.5, 8.5-17, 8.40)
  12. Pedro em Jope e Cesaréia (At 9.32-43; 10.9-48)
  13. A conversão de Saulo (At 9.1-22)
  14. A igreja em Antioquia (At 9.26-27, 11.19-29, 13.1)
  15. A primeira viagem missionária (At 13 e 14)
  16. O Concílio em Jerusalém (At 15)
  17. A Igreja entre os gentios – Do concílio de Jerusalém ao martírio de Paulo – 48-68DC
  18. Segunda Viagem de Paulo – At 15.36-18.22
  19. Terceira Viagem de Paulo – At 18.23-21.17
  20. Paulo é preso – At 25-28
  21. Primeira perseguição oficial – Nero – 65-68
  22. A Igreja em tempos sombrios – Do martírio de Paulo à morte de João – 68-100DC

 

 

 

A IGREJA PERSEGUIDA (100-313DC)

 

Ao final do século I a igreja cristã já se estendia na Palestina, Síria, Ásia Menor, Grécia, Roma e todas as suas adjacências. No final do segundo século e início do terceiro a história fornece provas de que a nova fé já havia se estendido em todas as grandes cidades onde, consequentemente, surgiram comunidades cristãs de grande importância.

 

LOCAL

HISTÓRIA

Egito

Em Alexandria surgiu uma forte igreja, a qual, Eusébio, em sua História Eclesiástica, afirma ter sido fundada por João Marcos. Esta cidade contou com importantes pensadores, dentre os quais, Clemente e Orígenes.

África do Norte

Na parte ocidental da África do Norte, o que os romanos chamavam de África, e sobre toda a cidade de Cartago, o Cristianismo aparece no final do século II. De lá surgiu a primeira literatura cristã, em língua latina, através de Tertuliano. Junto com Cipriano, Tertuliano tornou-se um dos maiores pensadores teológicos de todos os tempos, influenciando assim, toda a Teologia Ocidental. De Cartago, posteriormente, surgiu Agostinho. É provável que Roma tenha levado o cristianismo a Cartago.

Espanha

As origens da igreja espanhola são totalmente desconhecidas, pois não se sabe se Paulo realmente tenha conseguido anunciar o evangelho ali (Rm 15.24). Tradições afirmam que Tiago pregou na Espanha e que Pedro enviou para lá sete bispos. Ela pode ter sido iniciada nos finais do II século, mas não se sabe precisamente.

Galia

Trazido por imigrantes cristãos, oriundos da Ásia Menor, desde a segunda metade do segundo século, podendo até ter sido antes, o cristianismo chegou à Gália. Irineu foi Bispo de Lyon. Ele afirma que os cristãos da Gália evangelizaram, posteriormente, os de origem celta.

Outros locais

Nos lugares onde os apóstolos haviam passado no Primeiro século, a igreja continuou a desenvolver-se com grande força e ímpeto missionários.

 

A Igreja Romana cresceu graças às conversões e também em virtude da convergência, nesta cidade, de cristãos de muitas outras terras. Na Gália e na Espanha os progressos foram bastante lentos, enquanto na Inglaterra receberam pouco a pouco a nova fé. No Egito o evangelho chegou muito cedo. O Cristianismo no Egito não se limitava aos de fala grega. A tradução das Escrituras se deu em vários dialetos da língua que hoje conhecemos pelo nome de copta. No final do século III não havia nenhuma zona do Império Romano que ainda não houvesse sido alcançada.

 

  1. Causas da perseguição:[2]
  2. O caráter inclusivo do paganismo e o caráter exclusivo do cristianismo;
  3. A adoração ao imperador;
  4. As reuniões secretas dos cristãos;
  5. A igualdade da Igreja cristã;
  6. Os interesses econômicos.
  7. Desenvolvimento da Organização Eclesiástica

 

A IGREJA IMPERIAL (313-476DC)

 

  1. Constantino (274-337)
  2. Conversão – 28-10-312
  3. Edito de Tolerância – 313
  4. Outros Editos
  5. Recuperação das propriedades confiscadas
  6. Subsídio da Igreja pelo Estado
  7. Isenção ao clero do serviço público
  8. Proibição de adivinhações
  9. Separação do “dia do sol” (domingo) como um dia de descanso e culto
  10. Construção de templos em Jerusalém, Belém e Constantinopla.
  11. Estabelecidos limites aos cultos pagãos, e se proíbe o culto a Vênus.
  12. Concílio de Nicéia – 325
  13. Posição de liderança teológica no Concílio de Nicéia, em 325, quando arbitrou a controvérsia ariana.[3]
  14. Transfere a capital do Império de Roma para Constantinopla – 330
  15. Logo depois da fundação da nova capital, deu-se a divisão do império.
  16. As fronteiras eram demasiado extensas, e o perigo de invasão dos bárbaros era tão grande que um imperador sozinho já não poderia proteger seus vastos domínios.
  17. Diocleciano havia iniciado a divisão da autoridade em 305.
  18. Constantino também nomeou imperadores aliados.[4]

 

  1. Conseqüência para o estado do término da perseguição
  2. Crucificação abolida
  3. Repressão do infanticídio
  4. Influência no tratamento dos escravos
  5. Proibição dos duelos dos gladiadores.[5]

 

  1. Conseqüências negativas na igreja
  2. Conversões não genuínas em massa no princípio da Idade Média.
  3. Sincretismo
  4. Secularismo
  5. Interferência governamental em assuntos espirituais e teológicos.

 

  1. Juliano – 361
  2. Retirou da igreja cristã os privilégios e restaurou a liberdade plena de culto.
  3. Facilidades foram concedidas para ajudar no avanço da filosofia e da religião pagã.
  4. Reinado curto
  5. Retrocesso do desenvolvimento da igreja apenas temporário.

 

  1. Século de Ouro: Atanásio, Ambrósio, Basílio, Jerônimo e Agostinho.

 

  1. Sucessivos fatos importantes
  2. Teodósio I, promulgou em 380 um edito tornando o cristianismo a religião exclusiva do Estado.
  3. Em 392, o Edito de Constantinopla estabeleceu a proibição do paganismo.
  4. Em 395, com a morte de Teodósio, o Império Romano foi dividido em dois: O império do Oriente e o do Ocidente. Constantinopla (atual Istambul na Turquia) e Roma foram às respectivas capitais.

 

  1. Vinte e cinco anos após a morte de Constantino (337), os muros do Império do Ocidente foram derrubados e a horda de bárbaros começou a penetrar por toda parte nas províncias, apoderando-se dos territórios e estabelecendo reinos independentes.[6]Não podendo resistir às várias invasões bárbaras sucessivas, o império romano do Ocidente cai em 476 DC. Dentre as tribos invasores estão: os visigodos (376), os vândalos (406), os burgúndios (414), os francos (420), os anglo-saxões (440), os hunos (450).[7]
  2. Causas da queda:
  3. Cobiça das riquezas do império;
  4. Despreparo das legiões romanas;
  5. Debilidade do império pelas guerras civis;
  6. Movimento das tribos asiáticas.
  7. Por causa das sucessivas invasões e divisões, o outrora vasto império de Roma ficou reduzido a um pequeno território em redor da capital.
  8. No ano 476, uma tribo de germânicos, aparentemente pequena, os hérulos, liderada pelo rei Odoacro, apoderou-se de Roma, destronando o menino imperador Rômulo Augusto, conhecido como Augusto, o Pequeno, ou Augústulo. O império romano do Ocidente deixou de existir. Desde a fundação de Roma até a queda do império, passaram-se mil e quinhentos anos. O Império do Oriente que tinha como capital Constantinopla, durou até o ano de 1453.[8]

 

O DESENVOLVIMENTO DO PAPADO

 

Na Igreja primitiva, o bispo era considerado um dos muitos bispos iguais entre si em posição, autoridade e função. No período compreendido entre 313 e 590, o bispo romano passou a ser reconhecido como o primeiro entre os iguais. A partir da ascensão de Leão I ao trono episcopal em 440, o bispo romano começou a reivindicar a supremacia sobre os outros bispos. A necessidade da eficiência e de uma melhor coordenação gerou naturalmente a centralização do poder. O bispo era também considerado como o penhor da doutrina ortodoxa.[9]

            O desenvolvimento do papado foi possível por algumas causas específicas: o apoio a políticos e governantes justos (no início do papado); as incertezas do governo secular; a firmeza do governo da Igreja e; a aparência de piedade que era passada ao povo.[10]

Tertuliano, Cipriano e Agostinho estiveram sob a liderança do bispo de Roma que, junto com o patriarca de Constantinopla, eram os únicos dos grandes líderes eclesiásticos metropolitanos. Os três outros centros, Antioquia, Alexandria a Jerusalém declinaram de importância e, posteriormente foram invadidas pelo islamismo.[11]

O desenvolvimento do papado pode ser dividido em períodos:[12]o período de crescimento (590-1073), período culminante (1073-1216) e o período de decadência (1216-2008).

Seguem os principais acontecimentos no desenvolvimento do papado:[13]

Clemente de Roma escreve a carta aos coríntios ordenando obediência ao bispo. Inácio de Antioquia destaca o bispo monárquico. Irineu de Lião destaca a sucessão apostólica. Vítor de Roma ameaça de excomunhão os cristãos orientais na controvérsia da Páscoa. Tertuliano (150-220) se pronuncia contra o bispado monárquico. Calixto de Roma fala sobre o direito de perdoar pecados mortais. Cipriano de Cartago escreve sobre a centralidade e autoridade do bispo. Constantino transfere a decisão na controvérsia donatista ao bispo romano Melquíades. O Concílio de Nicéia reconhece 3 bispados proeminentes: Alexandria, Roma  e Antioquia. Atanásio apela ao bispo romano Júlio I contra a decisão do concílio de Tiro. Inocêncio I de Roma reivindica o direito supremo de julgar os assuntos graves da igreja. O Concílio de Calcedônia (451) dá honra e privilégios ao bispo de Constantinopla iguais aos do bispo de Roma.[14]

Leão I (400-461), o grande, de Roma (440-461) tem sua carta recebida como palavra final no concílio de Calcedônia (451) no conflito entre Antioquia e Alexandria sobre as duas naturezas de Cristo; negocia com os hunos e os vândalos. Foi o mais hábil ocupante da cadeira romana antes de Gregório I. Ele usou muito o título de papas de onde vem a palavra papa. Em 452, conseguiu persuadir Átila, o Uno, a deixar a cidade de Roma. Após várias intermediações políticas, sua posição foi fortalecida quando Valentiniano III reconheceu sua supremacia espiritual no Ocidente em 445. Mesmo não considerando Leão I, o primeiro papa, é possível afirmar que ele pretendeu e exerceu o poder mais do que muitos ocupantes posteriores do bispado de Roma.[15]

Gelásio I exerceu o poder papal de 492-496, escreveu que o papa tinha que Deus dera ao papa os poderes sacro e secular. Porque o papa tinha de prestar contas a Deus no dia do julgamento, pelo rei, o poder papal era mais importante que o poder real. Assim, os governadores deveriam se submetes ao papa.[16]

Liturgicamente, durante este período, pode-se perceber um aumento do sincretismo com a adoração de anjos, santos, relíquias, imagens e estátuas. O domingo tornou-se o principal dia de adoração no calendário eclesiástico. Dezembro foi tomado para celebrar o natal adotando-se a data dos adoradores de Mitra. A disciplina afroxou-se.[17]Aumentou-se o número de cerimônias que tinham função sacramental. A extrema unção foi adotada. O batismo infantil foi ampliado. O sacerdotalismo acentuou-se em desenvolvimento. A veneração de Maria tornou-se célere a partir de 590. A oração aos mortos já era praticada.[18]

Gregório I (540-604), o grande, de Roma (590-604) age como autoridade espiritual e secular. Resistiu com êxito às pretensões do patriarca de Constantinopla João, o Jejuador, que desejava o título de bispo universal. Tornou a igreja governadora da província nas vizinhanças de Roma, preparando caminho para a tomada do poder temporal. Quando os lombardos ameaçaram Roma, Gregório pediu ajuda ao imperador em Constantinopla.

Como esse apoio não chegou, o bispo de Roma reuniu as tropas, negociou tratados e fez tudo que era necessário para promover a paz. As ações independentes de Gregório provaram que o papa era bastante capaz para manter a ordem em Roma.[19]Quando através de um golpe, o Imperador Focas assumiu o poder em Constantinopla, Gregório se aliou à ele, mesmo tendo ele matado toda a família e, assim, Focas reconheceu a superioridade de seu governo sobre o de Constantinopla.[20]Desenvolveu o purgatório, a adoração de imagens e a transubstanciação. Foi um dos fortes defensores da vida monástica e, ele mesmo, um monge, chegando ao papado contra a sua própria vontade.[21]Foi um dos administradores mais competentes da história da igreja romana e, por isso, mereceu o título de Gregório, o Grande.[22]Embora não tenha sido o criador do canto gregoriano (na opinião de alguns), era bastante interessado na música da igreja.[23]

 

O ISLAMISMO E SEU AVANÇO

 

  1. Fundador
  2.  Maomé[24](570-622) nasceu em Meca, Arábia. Em uma família modesta, pertencente à tribo dominante dos qurayshitas. Ficou órfão pequeno e foi criado pelo avô.
  3. Iniciou sua carreira aos 40 anos de idade, conseguindo, ao final de três anos fazer 12 convertidos, a maioria de sua própria parentela. Por se opor à pregação da idolatria, foi forçado a fugir de Meca para Medina em 622.[25]
  4. Seu deslocamento de Meca para Medina (Hégira – “emigração”), que marca o início do Islamismo e do calendário muçulmano. Os moradores de Meca, onde Maomé se encontrava foram indiferentes aos seus ensinamentos, então ele foi para Medina (em Yathrib) onde o povo era mais susceptível às suas idéias.
  5. Seus sucessores foram Abu Béquer (632-634) e Omar (634-644).[26]

 

  1. Sua Religião
  2. O Corão
  3. O nome “Islã” significa “submissão”.
  4. Há um só Deus: “Alá”.
  5. Todos os acontecimento bons e maus são ordenados por Deus
  6. Deus enviou profetas inspirados aos homens: Adão, Moisés, Jesus, vários outros e Maomé.[27]

 

  1. O Avanço
  2. Simplicidade de doutrina
  3. Oposição à adoração de imagens
  4. Recusa da mediação sacerdotal e dos santos
  5. Promoção da literatura e da ciência.[28]

 

  1. O Refreio
  2. Apenas no ano 732, Carlos Martel (689-741), filho ilegítimo de Pepino de Heristal, liderou as campanhas para impedir a invasão islâmica no ocidente da Europa e conseguiu vencer os árabes na Batalha de Tours, na França.[29]
  3. Em seus avanços os muçulmanos conseguiram conquistar, em cerca de um século, o antigo Império Persa, Armênia, Mesopotâmia, Síria, Arábia, Norte da África e quase a totalidade da península ibérica. Este avanço islâmico mudou radicalmente o quadro de expansão e distribuição geográfica do cristianismo.

 

 

O SACRO IMPÉRIO ROMANO (800-1806)

 

  1. O Sacro Império Romano (800-1806)
  2. Carlos Magno (742-814), rei dos francos. Ele foi filho de Pepino, o Grande, neto de Carlos Martelo. Constituiu-se em senhor de quase todos os países da Europa Ocidental, norte da Espanha, França, Alemanha, Países Baixos, Áustria e Itália.[30]Nunca tanta terra esteve, desde o tempo do Império Romano, dominada por um só governo.[31]
  3. Em 800 o papa Leão III, o coroou como Imperator Romanorum (Imperador dos romanos, Imperador do Ocidente) e lhe nomeou “Carlos Augusto”, considerando-o assim sucessor de Augusto Constantino e dos imperadores romanos.[32]Assim, o Império Romano voltou a existir no Ocidente e uma nova Roma, governada por um teutão, substituiu o velho império romano.[33]
  4. Somente por um pouco de tempo, a autoridade de seu império foi efetiva na Europa. Pelo fato de sua autoridade ter-se limitado à Alemanha e em pequena escala à Itália, o reino foi comumente chamado de Império Germânico.[34]
  5. A coroação de Carlos Magno pelo papa acentuou o poder papal como a de alguém a quem os próprios imperadores devem suas coroas, devendo o imperador ajudar-lhe quando estivesse em dificuldade.[35]
  6. Quando o reino da Áustria se tornou importante, os imperadores cuidavam mais de seus domínios. As muitas províncias do império alcançaram quase que a independência completa, de modo que o título de imperador tinha o significado de um título honorífico ou pouco mais do que isso.
  7. No século XVIII, Voltaire afirmou que o Sacro Império Romano não era “sacro, nem romano, nem Império”. A sucessão de imperadores terminou em 1806 quando Napoleão alcançou o clímax do poder. Nesse ano, Francisco II foi obrigado a renunciar ao título de imperador do Sacro Império Romano e assumiu o título de “imperador da Áustria”.[36]
  8. Algumas de suas contribuições foram: a renascença das letras e instrução (escolas em todas as igrejas para os ricos e para os pobres);[37]reforma dos mosteiros; mandou que o domingo fosse um dia de adoração de Deus e de descanso; a pregação deveria ser feita na língua do povo e instituiu a coleta dos dízimos como impostos.[38]Sua morte provocou o surgimento do Feudalismo em virtude da fragmentação ocorrida no Império.[39]O feudalismo pode ser definido como um sistema de organização política, baseado na posse da terra.
  9. Seu reino foi dividido por seus três filhos. Isto causou a decadência e longas guerras no império, até que, em 843, com o Tratado de Verdun, as terras ficaram divididas. A idéia do império renasceu com o príncipe alemão Otto, em 962. De 962 a 1806, o Santo Império Romano foi uma instituição honorária na Europa.[40]

 

  1. O Feudalismo (Século IX a XV)
  2. A sociedade se dividiu em um grupo de protetores, os cavaleiros feudais, que tinham o privilégio da propriedade de terras, em troca por seus serviços; e um grupo de produtores, os servos das terras que eram o fundamento econômico do feudalismo; e um grupo de intercessores, que era a classe sacerdotal da Igreja universal. Cada pessoa se subordinava ao interesse de uma corporação ou de um grupo, tendo todo homem um senhor nesta sociedade hierárquica. O Feudalismo pode ser definido como um sistema de organização política baseada na posse da terra. O senhor local protegia a região em que tinha sua propriedade. Até que as nações-estados emergissem na Inglaterra, França e Espanha no final da Idade-Média, era esta a única forma pela qual a justiça e a ordem podiam ser mantidas neste período de fraco governo central que se seguiu ao declínio do Império Romano. Durante o período de Feudalismo, a Igreja Católica enriqueceu-se de terras e trocou todo pensamento espiritual pelo poder material.

 

  1. O Avanço dos Normandos (790-1050)
  2. Durante o período de 790 a 1050 os normandos (noruegueses, dinamarqueses e suecos), exerceram fortes e destruidores ataques contra os centros de civilização no Ocidente. Devastaram igrejas e mosteiros na Irlanda, Escócia e Inglaterra. Em virtude disso, houve um enfraquecimento dos centros cristãos na França e na Itália e destruição em muitas áreas no norte da França e na Holanda. No final do século X houve o começo da integração dos povos escandinavos na cristandade.[41]

 

 

O APOGEU E O DECLÍNIO DO PODER PAPAL (1054-1305).[42]

 

  1. Gregório VII
  2. Fatores que favoreceram a ampliação de seu poder
  3. Dominou a primeira parte da grande guerra contra os muçulmanos na Terra Santa.
  4. O surgimento de universidades e do escolasticismo fortaleceu os fundamentos intelectuais do poder papal.
  5. A reforma monástica redundou em benefício do poder papal, por dar ao papa muitos monges zelosos como seus obedientes servos.
  6. Logo acharia dificuldades em controlar o nacionalismo na França e Inglaterra.[43]
  7. Fatos
  8. Hildebrando (1021-1085) colocou os fundamentos sobre os quais Inocêncio III iria mais tarde solidificar o poderio papal
  9. Eleito em 1073 utilizou todos os seus métodos para submeter o poder civil à igreja.
  10. Foi contra a simonia (compra de cargos) e promoveu o celibato do clero.[44]
  11. Para ele, “somente seus pés seriam beijados por todos os príncipes e ele poderia depor imperadores e livrar pessoas de obediência a governantes temporais ruins”.
  12. Afirmou ainda que jamais houve erro na igreja romana.
  13. Morreu exilado em Palermo após fugir do saque dos normandos do sul da Itália.[45]

 

  1. Inocêncio III (1160-1216)
  2. Foi eleito papa em 1198.
  3. Elevou o papado medieval ao seu apogeu de poder.
  4. Achava que os reis e príncipes derivavam dele sua autoridade, podendo excomungá-los, depô-los ou até mesmo colocar o Estado sob interdito.[46]
  5. Enfrentou Filipe Augusto, da França.[47]
  6. Mobilizou a quarta Cruzada para libertar a Palestina dos muçulmanos através da captura do Egito em 1204.[48]
  7. Enfrentou João da Inglaterra entre 1205 a 1213.[49]
  8. Derrotou ainda Otto IV, imperador do Santo Império Romano, em 1214, quando o mesmo apoiou Frederico para sucessão do trono imperial.[50]
  9. Patrocinou ainda uma Cruzada contra os albigenses ao sul da França em 1208. Os albigenses eram membros de uma seita conhecida como Cátaros.
  10. Proibiu o povo de ler a Bíblia.[51]
  11. No quarto concílio de Latrão (1215) aprovou a transubstanciação, decretou a inquisição episcopal e ordenou que todas as escolas fossem abertas aos pobres.[52]

 

  1. Bonifácio VIII
  2. O declínio do poder papal se deu com Bonifácio VIII, papa de 1294 a 1303.
  3. Filipe, o Belo, da França, prendeu, em 1301 um legado papal por traição contra o rei. O papa ordenou que Filipe o libertasse, o que não o fez. O papa promulgou então, a bula Unam Sanctum afirmando que fora da Igreja Católica não se pode encontrar salvação nem remissão dos pecados, que o papa tinha autoridade espiritual e temporal e que a submissão ao papa era necessária para a salvação.[53]
  4. Filipe o fez prisioneiro temporário para não ser excomungado.

 

  1. Clemente V
  2. Tornou-se papa com a morte de Bonifácio
  3. Ficou sob domínio de Filipe e revogou todos os atos papais que desagradaram a Filipe.
  4. Transferiu a corte papal para Avignon, onde ele e sua corte ficaram sob pressão direta do rei.
  5. A transferência da Sé papal de Roma em 1309 inaugurou a era conhecida como o Cativeiro Babilônico do papado.
  6. Até 1377, o papa foi uma peça nas mãos dos monarcas franceses, tendo perdido a grande força moral e temporal que tivera na Europa no pontificado de Inocêncio III.[54]

 

 

AS CRUZADAS (1095-1291)

 

A idéia inicial das Cruzadas era de libertar os lugares santos cristãos das mãos dos infiéis. As principais Cruzadas foram em número de sete, mas houve um grande número de menores expedições militares também chamadas de Cruzadas, de menor expressão:[55]

  1. Primeira Cruzada – 1095 – 1099 – Pedro, o Eremita; Godofredo de Bouillon;
  2. Segunda Cruzada – 1147 – 1149 –Luis VII (França), Conrado III (Imperador do Santo Império Romano, radicado na Alemanha).
  3. Terceira Cruzada – 1188 – 1192 – Frederico Barbarroxa (Imperador do Santo Império Romano), Filipe Augusto (França), Ricardo I “Coração de Leão” (Inglaterra);
  4. Quarta Cruzada – 1201 – 1204 – Constantinopla é tomada;
  5. Quinta Cruzada – 1228 – 1229 – Frederico II (Imperador);
  6. Sexta Cruzada – 1248 – 1254 – Luís IX;
  7. Sétima Cruzada – 1270 – 1272 – Luis IX, príncipe Eduardo (Inglaterra).

 

As Cruzadas deixaram suas marcas de várias formas: lesaram as relações entre os ramos oriental e ocidental da cristandade; em segundo deixaram um rastro de amargor nas relações entre cristãos e muçulmanos; em terceiro lugar as cruzadas implicaram em uma descida da temperatura moral da cristandade; enfraqueceram o feudalismo, pois muitos cavaleiros e nobres saíram de seus terras e jamais voltaram, outros venderam suas terras para levantarem fundos para as cruzadas;[56]além disso, o império do Oriente foi enfraquecido, vindo a cair, posteriormente, nas mãos dos turcos; um aspecto positivo foi o fim do provincianismo cultural europeu, em que o comércio de produtos de luxo com o Oriente Próximo foi desenvolvido e a filosofia, a ciência e a literatura árabes chegaram à Europa ocidental e foram estudadas pelos escolásticos.[57]

Alguns atribuem como causa maior do fracasso das Cruzadas a falta de um estadista como chefe das Cruzadas. O pensamento imediatista, a falta de apoio logístico aos guerreiros que dominavam os locais conquistados e a falta de reforço contínuo, levaram a sucessivas derrotas apesar de momentâneas conquistas.[58]

 

ESCOLASTICISMO

 

  1. Conceito
  2. O termo “escolástica” refere-se à teologia que tomou forma nas universidades ocidentais, principiando em meados do século XI, alcançando seu apogeu no século XIV, e deteriorando na Baixa Idade Média, sendo finalmente destruída pelo humanismo e pela Reforma.
  3. O caráter distintivo da Escolástica foi o seu emprego do método filosófico.[59]
  4. Para os teólogos da época era necessário alinhavar os dados da Revelação com a lógica aristotélica.
  5. Etimologicamente, o termo “escolasticismo” e “escolástico” vêm através do latim, da palavra grega schole, que significava o lugar onde se aprendia.
  6. De maneira lata, o Escolasticismo pode ser definido como a tentativa de racionalizar a teologia para que se sustente a fé com a razão.[60]

 

  1. Fatores contribuíram para o desenvolvimento da Escolástica
  2. A renovação da igreja, de um lado, que se exprimiu na reforma monástica com grandes monges eruditos;
  3. A crescente associação com a educação filosófica;
  4. A redescoberta européia da filosofia aristotélica;
  5. A expansão do movimento universitário foi também contribuinte à medida que centralizava seus currículos em torno do estudo da teologia pela ajuda da lógica e da razão.

 

  1. Realismo e Nominalismo
  2. Realismo - Os universais ou idéias existem independentemente e antes das coisas particulares. Agostinho e Anselmo foram os principais pensadores a aplicar estas idéias à teologia.[61]
  3. Nominalismo - Dentre seus maiores representantes podem ser citados Roscelino (1050-1122) e Guilherme de Occam. Suas idéias podem ser sintetizadas na expressão: Universalia post rem. Verdades ou idéias gerais não têm existência objetiva fora da mente; ao contrário, elas são apenas idéias subjetivas formadas pela mente como resultado da observação de coisas particulares.

 

  1. Dentre os principais expoentes do Escolasticismo encontram-se:
  2. Anselmo de Cantuária (1033 – 1109) - Contribuiu de forma decisiva para o debate em duas áreas: as provas da existência de Deus (principalmente em sua obra Monologium) e a interpretação racional da morte de Cristo na cruz.[62]A teoria de Anselmo ficou conhecida como a Teoria da Satisfação.[63]
  3. Pedro Abelardo (1079-1142) - Sua posição teológica era de Realismo Moderado. Cria que a realidade existia primeiro na mente de Deus, depois aqui e agora, em indivíduos e coisas, não acima e além desta vida, e finalmente na mente do homem. Ao contrário de Agostinho e Anselmo, ele defendia a idéia do “sei para que possa crer”. Ao destacar a importância da razão no desenvolvimento da verdade, ele apelava constantemente para ela como autoridade. Cria ele que a dúvida deveria levar à pesquisa e a pesquisa à verdade. Formulou a teoria da expiação conhecida como teoria da influência moral.
  4. Tomas de Aquino (1225-1274) - Tomás de Aquino, o mais destacado dos teólogos, na realidade, reuniu pontos de vista agostinianos e aristotélicos.[64]A Summa theologica, obra prima de Aquino e obra clássica de todo o escolasticismo, e que ainda é o texto básico para o estudo teológico da Igreja Católico Romana. Dentre as contribuições fundamentais que Aquino fez à teologia estão: as Cinco vias, o princípio da analogia, a relação entre fé e razão.[65]Era realista moderado. As cinco vias são tentativas de provar a existência de Deus. Os argumentos se desenvolvem partindo dos seguintes pontos:[66]
  5. A primeira via parte da observação de que as coisas neste mundo se encontram em constante movimento, em constante mudança. Tem que haver uma força que mova todas as demais;
  6. A segunda via parte da noção de causalidade. Toda causa gera um efeito. A causa de todas as coisas é Deus;
  7. A terceira via diz respeito à existência de seres contingentes. Deus é o único necessário;
  8. A quarta via parte de valores humanos como a verdade, a virtude e a nobreza. Tem que haver um paradigma íntegro e repleto destas virtudes. Estes ser é Deus;
  9. A quinta via é o argumento teleológico. Deus propõe um propósito para cada ser.

 

MOVIMENTOS MEDIEVAIS E A PRÉ-REFORMA

 

Antes da Reforma houve tentativas de fazer parar o declínio do prestígio e do poder do papa através de reformas de várias espécies. Os problemas representados por um papado corrupto e extravagante que morava na França e não em Roma e pelo cisma que se seguiu à tentativa de levar de volta o papa para Roma fomentaram o ímpeto que levou os místicos e os reformadores, os concílios reformadores do século XIV e os humanistas bíblicos a procurarem formas de produzir um reavivamento da vida espiritual dentro da Igreja Católica Romana.[67]

Um fator político preponderante que fomentou os movimentos pré-reformadores foi o surgimento das nações-estado. Com o declínio do poder papal, vários estados começaram a se opor à idéia de uma soberania universal, conseqüentemente, ao Santo Império Romano. Para isso foi necessário uma ação conjunta do rei com a classe média, onde o rei dava garantias bélicas de que a classe média executasse seus negócios com segurança, enquanto a classe média dava dinheiro para que o rei mantivesse o estado. Os estados se fortaleceram e na Inglaterra, Boêmia e França quiseram submeter a Igreja ao Estado.[68]

 

  1. Misticismo
  2. Os Albigenses (1170)
  3. Os Valdenses (1176)
  4. Os Joaquimitas
  5. John Wycliffe (1328-1384)
  6. João Huss (1373-1415)
  7. Jerônimo Savonarola (1452-1498)

 

INÍCIO DA IDADE MODERNA (1453-1789)

 

Em 1453, Constantinopla foi tomada pelos turcos otomanos. Constantinopla já vinha perdendo sua força como centro missionário há algum tempo. Politicamente, desde a Quarta Cruzada (1201-1204) quando os cruzados subjugaram o poder grego e permaneceram por cinquenta anos, o Império Oriental nunca se recuperou. Entretanto, suas fronteiras naturais conseguiram protege-la durante longo tempo contra a invasão dos turcos, que sucederam os árabes como poder maometano dominante, até ser tomada pelos turcos otomanos. Este acontecimento marca a transição da Idade Média (476-1453) para a Idade Moderna (1453-1789).[69]

A Igreja, que já vinha sendo questionada pelas universidades, sofre as conseqüências dos sucessivos atos impensados de seu papado. O Grande Cisma abalou fortemente a unidade da Igreja. A moral dos altos dirigentes era extremamente duvidosa. Tudo isto culminou com a Reforma do século XVI.

 

  1. Renascimento (1350-1650)
  2. São causas do Renascimento:[70]
  3. A ausência de influência da teologia escolástica na Itália levou intelectuais italianos como Tomas de Aquino e Gregório de Rimini a trabalharem fora da Itália, o que gerou um vazio intelectual que veio a ser preenchido pelo Humanismo renascentista;
  4. A Itália estava repleta de resquícios de grandeza da antiguidade estimulando os intelectuais a resgatarem a vitalidade da cultura clássico-romana. Este aspecto clássico possibilitou o nascimento da Renascença na Itália antes dos demais países;
  5. A queda do Império Bizantino gerou um êxodo de intelectuais de fala grega em direção à Itália trazendo um avivamento da língua grega e com ele, uma retomada de interesse pelos clássicos gregos.
  6. As cidades italianas tornaram-se ricas como intermediárias no rico comércio entre a Europa Ocidental e o Oriente Próximo. A riqueza gerava o prazer pelo estudo e permitia aos comerciantes agir como patrões de filósofos e artistas;[71]
  7. O governo centralizado garantia segurança e ordem;
  8. O advento da imprensa como tipo móvel em 1456 possibilitou a  disseminação rápida da informação na última parte da Renascença.[72]
  9. São nomes da Renascença: Maquiavel (1469-1527), Michelangelo, Leonardo da Vinci, Desidério Erasmo (1466-1536)

 

  1. A Invenção da Imprensa (1456)
  2. O Surgimento das Nações-Estado (1066-1479)
  3. O Império do Oriente e a Igreja Russa (1305-1517)
  4. As grandes Navegações

 

 



   [1] CAIRNS, Earle. O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova, 1995, p.13.

 

   [2] HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. Ed. Revista e Atualizada. São Paulo: Vida, 2007, p. 60-62.

   [3]CAIRNS, Earle. O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova, 1995, p. 100.

   [4] HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 98.

   [5]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 90.

   [6]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 111.

   [7]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 113.

   [8]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 115.

   [9]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 127.

   [10]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 126.

   [11]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 128.

   [12]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 124.

   [13]WILLIAMS, Terry. Op. Cit., p. 39.

   [14]WILLIAMS, Terry. Op. Cit., p. 39.

   [15]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 128.

   [16]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 129.

   [17]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 129.

   [18]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 130.

   [19]CURTIS, A. Kenneth, LANG, J. Stephen, PETERSEN, Randy. Op. Cit., p. 62.

   [20]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 134.

   [21]CURTIS, A. Kenneth, LANG, J. Stephen, PETERSEN, Randy. Op. Cit., p. 62.

   [22]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 125.

   [23]CURTIS, A. Kenneth, LANG, J. Stephen, PETERSEN, Randy. Op. Cit., p. 62.

   [24]Seu nome completo é Abulqasin Muhamed ibn Abn al-Muttalib ibn Hashin

   [25]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 139.

   [26]WILLIAMS, Terry. Op. Cit., p. 47.

   [27]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 136.

   [28]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 139.

   [29]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 147.

   [30]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 145.

   [31]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 150.

   [32]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 148.

   [33] Carlos Magno levou tão a sério a idéia de que se tornara um imperador cristão que, em seus despachos oficiais, iniciava com a expressão: “Carlos, pela vontade de Deus, imperador romano”. Cf. em CURTIS, A. Kenneth, LANG, J. Stephen, PETERSEN, Randy. Op. Cit., p. 74.

   [34]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 145.

   [35]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 152.

   [36]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 147-148.

   [37] Alguns chamam este período de “Renascimento Carolíngeo”. Cf. em CURTIS, A. Kenneth, LANG, J. Stephen, PETERSEN, Randy. Op. Cit., p. 74.

   [38]WILLIAMS, Terry. Op. Cit., p. 47.

   [39]Cf. CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 155.

   [40]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 152.

   [41]WILLIAMS, Terry. Op. Cit., p. 49.

   [42]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 169.

   [43]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 169.

   [44]WILLIAMS, Terry. Op. Cit., p. 53.

   [45]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 173.

   [46]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 173.

   [47]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 174.

   [48]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 175.

   [49]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 174.

   [50]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 175.

   [51]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 176.

   [52]WILLIAMS, Terry. Op. Cit., p. 55.

   [53]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 177.

   [54]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 177

   [55]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 153.

   [56]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 181.

   [57]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 181.

   [58]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p. 157.

   [59]McGRATH, Alister E. Op. Cit, p. 66.

   [60]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 187.

   [61]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 189.

   [62]McGRATH, Alister E. Op. Cit, p. 79.

   [63]CURTIS, A. Kenneth, LANG, J. Stephen, PETERSEN, Randy. Op. Cit., p. 82.

   [64]HÄGLUND, Bengt. Op. Cit., p. 152.

   [65]McGRATH, Alister E. Op. Cit, p. 81.

   [66]McGRATH, Alister E. Op. Cit, p. 295-296.

   [67]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 199.

   [68]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 202.

   [69]HURLBUT, Jesse Lyman. Op. Cit., p 171.

   [70]McGRATH, Alister E. Op. Cit, p. 69.

   [71]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 212.

  [72]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 212.

   [73]McGRATH, Alister E. Op. Cit, p. 97.

   [74]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 224.

   [75]CAIRNS, Earle. Op. Cit., p. 225.


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